Acho que este post será curto. Mais uma reflexão com base nas fotos.
Um dos arrependimentos que tenho do meu tempo lá foi as poucas interações que tive com os locais, com os indianos. Era muito mais confortável estar com pares (mais) semelhantes. Embora a relação com a AIESEC local não tenha ajudado a criarmos e aprofundarmos relações com seus conterrâneos, sinto que eu poderia ter feito mais. Poderia estar mais aberto para essas relações.
O que isso tem a ver com as fotos deste post? Bem, essas fotos foram tiradas em um passeio que um amigo do André, o Pushkar, havia nos convidado. Uma espécie de tour noturno da cidade. Passamos por alguns marcos históricos da cidade através de viagens no ônibus municipal. Confesso que agora, esse passeio não me parece muito significativo. Porém, acho que isso me faz sentir um pouco de inveja do André, porque ele conseguiu estabelecer relações significativas que não consegui com nenhum outro local.
Diria que do nosso núcleo, o André foi o que mais mergulhou de fato na vida cultural e social indiana. Inclusive no refrigerante de jeera masala. Um refrigerante salgado. Sim, pois é.
Apesar de ser um ponto até cômico de ver a integração do André com os indianos (e também dúbio sobre sua percepção sobre a experiência), nos chamava a atenção que aquilo era possível.
Tenho esse pensamento que um dos nossos esportes mentais preferidos no tempo lá era desabafar o quão errado e irracional aquele país e suas pessoas eram. E mesmo assim, acho que era uma fonte de fascínio que nos mantinham tentando tornar aquilo que criticavámos como compreensível e, então, ampliar, aprofundar nossas experiências lá.
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