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No. 3 - O Porquê - Parte III

Lembro que fazer parte da AIESEC na USP e, consequentemente, interagir com o espaço e as pessoas de lá foi uma experiência que abriu minha cabeça para muita coisa, muita coisa. A sensação, contudo, era ambígua. Estava sendo extremamente prazeroso fazer parte do grupo da AIESEC, mas sentia ao mesmo tempo uma angústia de não ter persistido um pouco mais para me tornar estudante da universidade. Na minha primeira tentativa de Fuvest, quando estava no final do ensino médio, não passei da primeira fase. Faltaram alguns pontos. Meu plano B era fazer São Judas e depois tentar transferência externa. Fui fazer São Judas, mas me acomodei e nem procurei sobre a transferência externa depois que comecei a faculdade.

Ainda com esse sentimento ambíguo, gostava muito de participar da AIESEC, apesar de ter que encarar o transporte público cruzando a metrópole paulistana toda semana. Valia a pena. Eu fazia parte de algo. E por ser um trabalho voluntário com estudantes, era bem diferente de trabalhar em uma empresa. Essa experiência, por certo, daria uma série de posts. Mas como diverge das minhas intenções aqui, deixarei as de lado.

Minhas intenções de intercâmbio, a princípio, tinham vistas apenas na possibilidade de fazer um intercâmbio voluntário, de curta duração (entre 6 semanas e 8 semanas), tanto na Índia quanto na Europa. O mochilão seria feito em seguida. Esse planejamento mudou após uma sugestão do Lucas, que era meu líder na AIESEC. Ele havia me sugerido aplicar para um intercâmbio profissional ao invés do voluntário. Nesse tipo de intercâmbio, de longa duração, não passamos apenas algumas semanas em outro país, mas moramos e trabalhamos entre 6 a 24 meses em território estrangeiro. Apesar de não estar seguro com meu inglês, acatei a sugestão e me apliquei. Comecei a procurar vagas, tanto na Europa como na Índia.

Pelo que lembro, o processo até que não demorou muito entre aplicar para vagas e ser aceito em uma. Com efeito, me apliquei para vagas para Europa, mas foram apenas duas vagas na Índia que me chamaram. A primeira era para trabalhar em um e-commerce de vestuário na cidade de Jodhpur, no Rajastão. Acabou não dando certo, porque a entrevista com os gestores acabou demorando demais para acontecer e no meio-tempo, uma vaga que apliquei para a TCS na cidade de Pune, subsidiária da Tata (um dos maiores conglomerados de empresas da Índia), me chamou para o processo seletivo. Recebi o primeiro contato para seleção dessa vaga no 1º dia do mês de outubro do ano de 2015. No 14º dia desse mês recebi o email que fui aceito para a vaga.


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